Memória e demências
Memória: o que é esperado e o que merece investigação
Esquecer onde deixou a chave e lembrar depois é comum em qualquer idade. Repetir a mesma pergunta no mesmo dia, perder-se em caminhos conhecidos ou trocar a dose dos remédios é diferente — e vale investigar cedo, quando há mais a fazer.
Sinais que pedem avaliação
- Repetir perguntas ou histórias no intervalo de poucas horas.
- Dificuldade com dinheiro, contas, remédios ou aparelhos de uso antigo.
- Perder-se em lugares familiares ou trocar dia, mês e compromissos.
- Faltar palavras simples no meio da frase, de forma frequente.
- Mudanças de comportamento: desconfiança, apatia, irritação sem motivo.
- Abandonar atividades que sempre deu prazer por não dar mais conta.
Nem todo esquecimento é Alzheimer
Boa parte das queixas de memória tem causas tratáveis: depressão, ansiedade, insônia e apneia do sono, alterações de tireoide, falta de vitamina B12, anemia, perda auditiva, álcool e, muito frequentemente, efeitos de medicamentos. Por isso a investigação começa por afastar o que é reversível.
Como é a investigação
A consulta reúne a história contada pela pessoa e por um familiar, testes cognitivos aplicados na hora, avaliação de humor e sono, exame físico, exames de sangue e, quando indicado, imagem do cérebro. O objetivo é nomear o quadro com precisão — declínio cognitivo leve, doença de Alzheimer, demência vascular, corpos de Lewy, entre outros — e definir tratamento.
O que o tratamento inclui
- Tratar todas as causas reversíveis encontradas e retirar remédios que atrapalham.
- Medicação específica quando indicada, com acompanhamento de efeitos.
- Exercício físico, estímulo cognitivo, sono, audição e vida social — com evidência.
- Orientação e apoio à família, planejamento de segurança e de decisões futuras.
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O atendimento acontece na Goki Geriatria, na Bela Vista, em São Paulo, em português, inglês e japonês. O contato inicial é por WhatsApp.